terça-feira, 16 de agosto de 2016

E- book gratuito: Reduzir o Estresse





Segue link para ter acesso ao e-book com dicas simples e práticas para a redução do estresse diário excessivo: http://www.livrosdigitais.org.br/livro/41498EWRV15EZK?page=0

                                  
     

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Mindfulness nas empresas

    Foto: Arthur Nobre

Acontece sempre ao meio-dia. Na sala com iluminação reduzida, o grupo se reúne. Aos poucos, cada um se acomoda em uma posição confortável, entre almofadas. Todos fecham os olhos e se concentram nas próprias respirações. 

Menos de meia hora depois, a turma abre os olhos e se levanta. Pronto. Todos estão renovados para encarar o resto do dia de trabalho – que, aliás, os aguarda do outro lado da porta.
É assim que funciona o grupo de meditação do Google. De segunda a sexta, antes do almoço, até 15 funcionários do site de buscas se isolam por 20 minutos em uma sala, que lembra uma choupana, na sede da empresa, em São Paulo. 

Nesse período, essa pequena turma se dedica a exercícios que buscam acalmar a mente e aumentar o foco. Quem participa dessas sessões garante que, após as pequenas pausas, tem um dia mais produtivo e menos estressante.
Hoje, a esse tipo de atividade dá-se o nome de mindfulness. A expressão foi traduzida no Brasil como “atenção plena”. Ela tem origem na meditação budista. No mindfulness, contudo, ela é dissociada do cunho espiritual ou religioso geralmente vinculado à prática. 
A técnica despertou o interesse de acadêmicos nos Estados Unidos durante os anos 70. Começou a ter seus efeitos pesquisados por Jon Kabat-Zinn, da Universidade de Massachusetts, e Ellen Langer, de Harvard. Kabat-Zinn criou um programa de redução de estresse baseado na meditação mindfulness e fez pesquisas na área da saúde, estudando sua utilização em pacientes com câncer e doenças crônicas. 
Nos últimos dez anos, o mindfulness vem avançando sobre o ambiente corporativo. Hoje, a seguradora Aetna, o LinkedIn, a gestora de fundos BlackRock e o banco Goldman Sachs estão entre as companhias que aderiram a esses exercícios nos Estados Unidos. No Brasil, o método ainda é pouco conhecido. O Google é uma das poucas empresas a adotá-lo, ainda assim por influência da sede americana.
Não é para todos...
É claro que nem todo mundo quer passar 15 minutos entre exercícios de meditação. Para muitos, esse tipo de atividade soa como perda de tempo e pensam que a empresa é um ambiente inapropriado para praticá-la. “Tem limitações. Algumas pessoas vão achar isso chato ou cansativo”, afirma Tiago Tatton, psicólogo com especialização em mindfulness.
A questão que fica é: afinal, funciona ou não? Para muitos, sim. Steve Jobs, por exemplo, meditava. Ao seu biógrafo, Walter Isaacson, ele disse que o exercício de ouvir os próprios pensamentos e tentar acalmar a mente aflorava a intuição, permitia enxergar as “coisas” (leia-se tudo) com mais clareza. Ou seja, com base no que ele produziu, mal não deve fazer. Vai ver que, por isso mesmo, essa onda de “meditação corporativa” só faz crescer.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Don't worry...





      



    Fonte da imagem: Luz

Mestre, sinto-me agitado, com muitos pensamentos, desconforto no corpo, emoções fortes. Não consigo meditar. A minha mente não pára quieta!
- Pensa na tua mente como se fosse um oceano, respondeu calmamente o mestre.
- Um oceano? Como assim?
- Quando te sentares para meditar lembra-te que podes ver a tua mente como um oceano profundo. Lembra-te que como qualquer oceano ele tem uma parte à superfície e outra em profundidade. Por vezes a superfície está calma, não há ondas, tudo está sereno. Noutras, verdadeiras tempestades fazem com que vagas gigantes se ergam vários metros no ar...
- ..humm, sim... mas não percebo o que isso tem a ver com a mente.
- Tem tudo a ver com a mente... com ela passa-se o mesmo. Há dias em que vais meditar e tudo está sereno, tranquilo. Noutros em que encontras “vagas gigantes”, de pensamentos, emoções, desconforto. No entanto, se reparares, mais fundo, nas profundezas do oceano, tudo está sempre sereno, tudo está sempre tranquilo. Quando te sentares para meditar permite a ti próprio mergulhares nesse teu oceano e meditares a partir daí. Independentemente de como estiver a superfície, lá fundo encontrarás sempre quietude.

Fonte: Search Inside yourself (adaptado)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Viva o agora!


Fonte da imagem: Frases Osho

As pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se a expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.

Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o.    
Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.

O pássaro cuco, ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante - você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.

Simplesmente abra o seu coração... E abra-o, sem quaisquer expectativas e condições. 

...E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração?

Todo tempo e todo lugar é o lugar certo!

...Você esperou tempo demais, não espere mais.

Este é o tempo... 

Viva o momento presente!

Osho (modificado)

domingo, 31 de julho de 2016

MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction)


Mindfulness, ou Atenção Plena, é um estado de atenção ao momento presente que pode ajudá-lo a viver com mais satisfação, paz interior e saúde.
Tem resultados cientificamente comprovados em áreas como a redução do stress, da ansiedade, da depressão e da dor crónica, bem como no aumento da concentração e da sensação de satisfação com o próprio/com a vida.
É uma prática independente de qualquer religião e que pode ser aplicada no exato momento em que qualquer pensamento, sentimento ou situação surge.

É ADEQUADO PARA QUEM:

Este é um curso de carácter mais intensivo, recomendado para quem:
– Já fez um curso de “Introdução ao mindfulness” e gostava de aprofundar os seus conhecimentos;
– Não fez o curso de “Introdução ao mindfulness”, mas tem um interesse genuíno por esta área, estando disposto a dedicar-se a um programa de natureza mais intensiva.
E um curso recomendado também para quem:
– Quer aprofundar os seus conhecimentos sobre a meditação 

mindfulness; e
– Está disposto participar semanais nas sessões e praticar além delas, para assim potenciar os resultados da sua prática.

O programa MBSR – Mindfulness-Based Stress Reduction, foi desenvolvido no final da década de 1970 pelo médico Jon Kabat-Zinn, no Center for Mindfulness (CFM) da Escola Médica da Universidade de Massachusetts.

Desde então, mais de 22.000 pessoas realizaram, nos EUA, este programa e aprenderam a usar os seus recursos e competências inatas para responder de forma mais eficaz ao stress, à dor e à doença.

MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction) é, atualmente, o programa de mindfulness com mais pesquisa científica e mais praticado a nível mundial.

COMO PODE ESTE CURSO AJUDÁ-LO?

–  Trazer um estado de maior presença para o seu dia a dia;
– Manter esse estado de presença por períodos de tempo mais longos;
– Praticar a aceitação daquilo que acontece “tal como é”.
– Prolongar o seu sentimento de paz interior, independentemente das circunstâncias em que se encontra;
– Alcançar um estado de maior equilíbrio emocional e com menos 
oscilações.
– Reduzir/lidar melhor com a dor crónica e o estado de tristeza ou irritabilidade que lhe está associado.
– Melhorar outras condições de saúde como a depressão, a ansiedade, a atrite, ou o sistema imunitário.

*Eu, Camila Bárbara Teixeira, sou instrutora de Mindfulness em formação pelo Mente Aberta -UNIFESP.

Fonte: MBSR

terça-feira, 26 de julho de 2016

A mente e o cavalo selvagem

    Fonte da imagem: raca-cavalos.com

A sua mente é como um cavalo selvagem, dizia o monge. 
Os cavalos selvagens estão habituados a correrem livremente. 
Eles não estão habituados a estarem quietos por muito tempo ou de serem forçados contra a sua vontade a estarem no mesmo sítio. 

A sua mente é como um cavalo selvagem quando você senta para meditar. 
Não espere que ela fique quieta só porque você decidiu sentar e meditar. 
Em vez de tentar imediatamente focar em um objeto de meditação, dê espaço à sua mente para se ambientar, para relaxar um pouco.

Aproxime-se dela da mesma forma que estes cavalos selvagens são domados. 
Imagine que estás no meio de um campo aberto ao redor de um cavalo selvagem. 
Se o puxar logo com a corda para dentro de um estábulo pequeno ele vai espernear... 
Você terá que ter paciência. 
Terá que permitir que ele ande à vontade pelo campo aberto e aos poucos vai puxando um pouco a corda para você, vai reduzindo o espaço que ele tem para correr, e ele vai se habituando à sua presença. 

Não quer dizer que por vezes não volte a ficar agitado! 
Dá-lhe tempo e o espaço que precisa, dá-lhe “corda”. 
Permite que o “cavalo” repouse naturalmente por si, que se sinta feliz, confiante e relaxado ao ficar no mesmo sítio. 
Se meditar desta forma, com paciência, então a sua mente ficará feliz e passará também a gostar de estar no mesmo sítio...

Fonte: Get Some Headspace (adaptado)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A importância da compaixão em Mindfulness e na vida


Compaixão é o senso de preocupação, mas mais do que isso, é a noção clara de que todos os seres têm exatamente o mesmo direito à felicidade. Essa compreensão é que nos traz a compaixão.

Também um outro aspecto que costuma ser confundido com compaixão é a sensação de proximidade, de ligação que temos com amigos e parentes. Isso não é compaixão verdadeira, porque esse sentimento está mais ligado ao apego e afeto. 

Muitas vezes, nosso senso de preocupação com o outro depende da atitude que ele adota. Se a pessoa age de forma negativa, nosso senso de compaixão desaparece. Mas um senso de compaixão verdadeiro é o que nos leva a ver o outro como tendo exatamente o mesmo direito que eu à felicidade. 
A compaixão que se assenta no apego não se sustenta. A que se baseia na compreensão da igualdade de todos os seres é desprovida  de apego, e é verdadeira. 

Qual é o benefício da compaixão? Ela nos traz força interior. Geralmente, temos um senso de “eu, eu, eu”. E nossa mente centra tudo em nós mesmos. Então, todas as experiências negativas, mesmo pequenas, se tornam muito dolorosas. 
Entretando, quando pensamos nos outros, nossa mente se amplia, e os nossos pequenos problemas se tornam realmente pequenos, e as coisas negativas não prejudicam nossa mente. Alguns, quando experimentam tragédias que são involuntárias, se sentem enterrados em uma montanha de sofrimento. 
Mas, por outro lado, quando se pensa voluntariamente nos problemas dos outros, se procura em alivia-los de seus sofrimentos, essa atitude voluntária traz uma abertura para o ser. Dessa maneira, mesmo em meio a problemas pessoais, isso traz uma base de clareza, e a pessoa será capaz de se sustentar.
Diversas vezes, quando se pensa em compaixão por outras pessoas, alguns perguntam se isso não seria sinônimo de auto sacrifício. Não, não é. Porque você não se deve ser negligente em relação a si mesmo. 
Em um primeiro momento, podemos pensar que a prática da compaixão é diferente de uma prática de Mindfulness, pois esta visaria treinar a mente para ficar atenta ao que está acontecendo aqui e agora, enquanto que uma prática de compaixão visaria despertar a compaixão por outras pessoas e, igualmente, por si mesmo.
Entretanto, o mindfulness é indissociável da compaixão. A autocompaixão tem sido associada a um maior bem estar, incluindo diminuição da ansiedade e depressão, melhoria das competências emocionais para lidar como os problemas e compaixão pelos os outros. Pode ser considerada com um conceito constituído por 3 dimensões.
1. Autobondade: Ser bondoso(a), gentil e compreensivo(a) com você mesmo(a) quando está em sofrimento.

2. Condição Humana Comum: Perceber que não está sozinho nas suas lutas. Quando estamos em luta temos a tendência nos sentirmos especialmente isolados. Tendemos a pensar que somos os únicos a enfrentar a perda, a cometer erros, a nos sentirmos 
rejeitados ou a falhar. Mas são essas mesmas lutas que fazem parte da nossa experiência partilhada, como seres humanos.


3. Mindfulness: Observar a vida como ela é, sem julgar ou suprimir os seus pensamentos e sentimentos. Envolve a permissão e a aceitação dos sentimentos próprios, sem uma excessiva sobre-

identificação com os mesmos.

Fonte: Mindfulness e a auto compaixão